Abriu os olhos. A manhã era de sol, dava pra sentir. Nas ruas, o trânsito de sonhos era intenso. Havia sonhos em cada rosto e nas mãos estendidas revelavam-se sonhos. Viu crianças assustadas com os próprios sonhos e velhos que não queriam parar de sonhar. Percebeu que algumas pessoas não falavam sobre seus sonhos, enquanto outras tinham uma necessidade imensa de contá-los. Encontrou sonhadores incorrigíveis. Conheceu sonhos impossíveis, sonhos perdidos, sonhos fraudados e anti-sonhos. Naquela noite, ao chegar em casa, deixou a porta aberta e acolheu os sonhos e mais sonhos que vinham de todas as direções para serem registrados no seu grande livro dos sonhos.
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Oi Tio Preto,
Que bom que encontrei seu blog… adoro ler o que voce escreve.
Um beijao da sobrinha,
Cris